Em Outlast (PC), prepare-se para sustos e fortes emoções de um digno jogo de sobrevivência. Nos corredores do Monte Massive, somente há duas ações, escapar e esconder.

Quando se fala no gênero survival horror, o que vem a mente é claro são zumbis ou fantasmas. No entanto, o que todos podem ter em comum é a capacidade do jogador de se proteger. Seja por meio de armas ou de qualquer outra coisa que seja usada contra as hordas de inimigos. O jogador não é apenas um ente passivo, mas consegue destruir tudo aquilo que se encontra em seu caminho. Não é o que acontece em Outlast, título produzido pela empresa independente Red Barrels. Aqui, a passividade é levada até as últimas consequências, e não de um jeito ruim. Na pele de um jornalista, o jogador não tem armas. É somente você pronto para sobreviver. A questão é: custando cerca de R$ 7,59 no Steam, o jogo realmente vale a pena?

Sendo bem direto; Outlast não é um jogo para qualquer um, estejam avisados! Isso por que uma de suas principais características é a alta imersão que a sensação de pânico e de terror podem causar ao jogador. Isso ocorre em praticamente todo o momento da jogatina. Jogar com fones de ouvidos é uma verdadeira tortura, mesmo que seja essa a função do game. No enredo, você controla o jornalista Miles Upshur, que, através de pistas anônimas, decidiu investigar um asilo abandonado nas colinas do Colorado. Chamado de Monte Massive, o local é o maior dos clichês para qualquer filme de terror. E depois que você entra, não existe mais escapatória. Aos poucos, o jogador descobre que seus habitantes sofreram com experimentos científicos de todas as ordens. Mesmo sendo seres humanos, são criaturas deformadas despidas de qualquer  humanidade.

O que os criadores de Outlast tentaram trazer para o jogo, e conseguiram com excelente sucesso, foi uma atmosfera de terror que divergisse de qualquer outra forma já encontrada no mercado. O conceito aqui é muito mais psicológico do que zumbis ou o sobrenatural. Seu personagem não fala, mas a sua respiração, indo de modo pesado – ela nunca fica tranquila – ao extremamente pesado – te faz sentir arrepios. Portas abrindo sozinha, restos de corpos encontrados de toda a forma e sustos na escuridão serão marcas registradas que você terá de suportar no decorrer da história. Aliás, a escuridão será a sua melhor companhia, já que Outlast abusa de cenários escuros. Não por menos, um dos poucos instrumentos a disposição é uma câmera em modo noturno.

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Se por um lado, a atmosfera do título te força a entrar de cabeça no jogo. Por outro, em seu contexto narrativo, temos uma perda de rendimento. Por mais que a ideia inicial seja passível de grande potencial, percebe-se que o enredo foi apenas um degrau para alavancar a experiência survival vivida pelo protagonista. Sabe os filmes “b” de terror, tipo Sexta Feira? Então, a história é mais ou menos cheia dos clichês normalmente encontrados aqui. Se o jogador for daqueles mais detalhista, ficará com a pulga atrás da orelha em saber de atitudes questionáveis, em especial da Inteligência Artificial dos inimigos. Mas, é claro que nem tudo é horrível, o enredo guarda suas partes de intensa movimentação.

Oulast, dado a sua premissa, tem que corresponder em dois aspectos. Seus cenários e sua jogabilidade. Sorte que, no teclado de um PC, os comandos são rápidos e estáveis. Como só resta ao protagonista correr e se esconder, tais situações devem possuir a agilidade necessária. Em quartos escuros e até mesmo iluminados, é possível se esconder debaixo de camas e dentro de armários. Não quer dizer que você vai conseguir sobreviver, mas tem grandes devido a inteligência artificial. Isso não quer dizer que Outlast não seja difícil ou que não tenha a sua dificuldade. Contudo, ela é extremamente instável, beirando de momentos de extrema raiva pela dificuldade até criaturas burras demais.

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Um exemplo. Pense na seguinte situação: seu personagem entra dentro de um quarto que não tem mais saída, tranca a porta e dentro dele tem um armário e uma cama, certo? A coisa deformada vê e arromba a porta atrás de você. Em situações normais de inteligência e sanidade, o que se faria? Óbvio, ou abriria o armário ou olharia debaixo da cama, simples assim. Mas não, o inimigo simplesmente dá uma voltinha, outra, vira a cabeça e desiste de te pegar, achando que está muito difícil! Sério isso? Claro, estamos falando de uma inteligência jogada no modo Médio. Para saber se isso realmente funcionava em níveis mais elevados, o teste foi realizado por seis minutos o modo Insano, e percebi que o problema era de nível – e por que também durei apenas seis minutos nesse modo mesmo.

Na parte do áudio, temos um primor do medo e do pavor. Poucos são os momentos de algum tipo de música de cenário, e isso é excelente para Outlast. A falta completa de qualquer tipo de música na maioria dos casos, sendo apenas a respiração do personagem imergem de maneira categórica o jogador. Isso por que a jogabilidade também será baseada em escutar tudo ao seu redor. Em momentos que seu personagem se encontra escondido, é impossível ver se existe algum perigo perto de você, e por isso mesmo, é necessário analisar pelos ouvidos se existe algum tipo de barulho que avise de seu eventual assassinato bárbaro.

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Nota Final 8/10. Outlast sem dúvida alguma é um jogo independente com coração de Triplo A. Isso por que ele conseguiu com maestria trazer a tona o que se tinha perdido com o gênero survival horror, a ideia pura e simples de uma sobrevivência. Além disso, o pessoal da Red Barrels soube trabalhar muito bem na esfera imersiva do jogo, criando um cenário macabro, com perigos a espreita a todo o momento. É claro que o jogo não é isento de falhas, como o enredo. Há também o desnivelamento da Inteligência Artificial, mas este último é apenas um detalhe, que não desmerece em nada o título. Custando apenas R$ 7,59 na Steam, Outlast sem dúvida é muitíssimo recomendado. Pelo menos para aqueles que gostam de se assustar ou buscam uma nova experiência. Agora, se jogos deste nível te deixam com palpitações, recomendamos passar longe deste aqui.

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