Análise de Darksiders 2: Deathnitive Edition (Switch)

Mesmo no apocalipse, Darksiders 2: Deathnitive Edition tem seu espaço cativo. Uma ótima mistura de RPG e Hack’n’Slash para passar o tempo.

É comum que quando um jogo faz certo sucesso ele ganhe versões remasterizadas. Acontece com Resident Evil da Capcom, e vai acontecer com Horizon: Zero Dawn. O título, que tem análise aqui no Guariento Portal terá uma versão para o PC no segundo semestre de 2020. Trata-se de uma forma de retornar todo um trabalho, com algumas melhorias. E apresentá-lo para um novo grupo de jogadores, aumentando a sua base instalada. Nos idos de 2012, a extinta THQ apresentou ao mundo Darksiders II. O game, uma sequência do primeiro título, coloca o jogador na face da Morte, um dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse. Somente em 2019 que Darksiders 2: Deathnitive Edition foi lançada para o Nintendo Switch, o híbrido da Nintendo. Resta saber se o game, custando por volta de 29,99 dólares na rede virtual da plataforma vale a pena.

Para começo de conversa, Darksiders 2: Deathnitive Edition é um título que bebe da fonte de franquias consagradas. É possível encontrar o DNA de The Legend of Zelda e God of War pelo menos com os trejeitos e a ambientação do game. Partindo dos acontecimentos do título anterior, o jogador se encontra na pele de Morte. O Segundo Cavaleiro do Apocalipse na franquia entra em um mundo onde os humanos não existem mais. E Guerra, seu irmão, foi considerado culpado pela desgraça da humanidade. Resta então ao Cavaleiro buscar a salvação de seu irmão, trazendo de volta a humanidade de sua extinção. Em termos de enredo, não temos a invenção da roda. Contudo, a THQ Nordic consegue usar um gancho deixado com o Apocalipse completo para uma nova aventura. Que não é forçada, e flui com a melhor característica do título, suas missões.

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Com um mundo vasto, o jogador terá a sua escolha realizar missões primárias ou secundárias. Entre elas, estarão enfrentar inimigos e uma horda deles, assim como quebra cabeças para encontrar itens ou chegar a lugares específicos. E quando digo que o mundo é vasto, realmente o é. São planícies gigantescas, montanhas no fim do mundo e cumes de neve que, graficamente são bem produzidos. Especialmente se o jogador estiver com a versão portátil. Mesmo em uma tela menor, os detalhes do ambiente estão presentes. Infelizmente, Darksiders 2: Deathnitive Edition sofre de alguns problemas. A câmera é particularmente instável, o que exigirá do jogador uma curva de aprendizagem acima do recomendado. Além disso, se os gráficos se apresentam de maneira agradável na versão portátil, o mesmo não pode se dizer na versão console, onde é possível observar perda de qualidade em texturas no ambiente como um todo.

Com um ambiente vasto como já relatado, e com a pitada dos títulos de RPG, outro ponto necessário é a jogabilidade do combate. Aqui, Darksiders mergulha com propriedade em God of War, oferecendo o estilo Hack’n’Slash. Ou seja, prepare-se para apertar os botões do seu console a todo o momento quando hordas de criaturas de gelo aparecerem como rivais. Mesmo correndo a 30 frames por segundo, a remasterização na plataforma é suave. O combate consegue correr de maneira fluida, mesmo quando o cenário trás uma quantidade absurda de inimigos por todos os lados. Em termos de jogabilidade ainda, temos a questão da evolução do personagem. O game apresenta uma quantidade agradável de itens que farão a evolução do personagem ser visível.

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Armas e armaduras estão espalhadas ao redor das missões, e assim que completadas aumentarão o poder da Morte. Suas foices, a cada vez que evoluem ficam mais poderosas, e o próprio Cavaleiro também. Ao todo, é possível completar a trama principal de Darksiders 2: Deathnitive Edition, em cerca de vinte até trinta horas. Claro que caso o jogador queira completar o jogo de fato, as missões secundárias também estarão presentes. Como a versão também é a definitiva, ela conta com todas as DLC’s já lançadas. Trata-se não só um pacote de novas armaduras e armas, como também histórias secundárias que irão se desenrolar no decorrer da trama, aumentando ainda mais a longevidade do título, tornando a experiência no todo, um ambiente de bom agrado.

Nota: 8/10. Sendo assim, Darksiders 2: Deathnitive Edition é um jogo equilibrado, com uma gama de acertos e poucos erros. Sua versão para o Nintendo Switch especialmente trás uma aventura dos consoles a nível portátil, sem perder a qualidade. Suas missões e seu ambiente são agradáveis e desafiadores, assim como as batalhas contra os adversários, com fluidez mesmo nos 30 frames por segundo. Em termos de história, o título conta com certa simplicidade, mas que cumpre com o prometido. Infelizmente, nem a Morte está imune de erros, e o game apresenta algumas falhas como a câmera, especialmente nas batalhas, assim como os gráficos na versão console. No fim das contas, evoluir o seu personagem será uma ótima experiência na versão portátil do Switch, na qual Darksiders sem dúvida oferece uma experiência que bebe da fonte de grandes clássicos. Sem claro perder a sua própria essência.

Darksiders II: Deathnitive Edition foi lançado para diversas plataformas como o PlayStation 4, PC e Xbox One. A versão testada para esta análise é a de Nintendo Switch, que pode ser comprada por 29,99 dólares pela rede e-Shop da plataforma.

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