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Crítica de Castlevania: Temporada 3

Vitor Guariento por Vitor Guariento
janeiro 20, 2025
em Curiosidades, Games, Konami, Séries
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dezembro 3, 2021

Partindo do exato ponto da temporada anterior, Castlevania mantém sua essência com melhorias. Com algumas perguntas e poucas respostas, a nova temporada se destaca em qualidade no catálogo da Netflix.

Se mês passado a Netflix estreou em seu catálogo a remasterização do primeiro filme de Pokémon, dessa vez o serviço de streaming traz mais uma novidade. Trata-se da Terceira Temporada de Castlevania, série em animação baseada nos jogos de sucesso da Konami. Que já renderam clássicos como Castlevania: Symphony of the Night para o PlayStation 1. Sem dúvida, considerado um dos melhores jogos da franquia pela mídia especializada. Contudo, no ramo da animação, somos apresentados ao grupo de protagonista. Trevor Belmont, o último representante de uma família caçadora de demônios e criaturas do Inferno. Sypha, uma Oradora e Maga e Alucard, ninguém menos do que o filho de Drácula. Fruto do relacionamento do vampiro supremo com uma mortal, Lysa. Agora, com a morte de Drácula no final da segunda temporada, a série consegue se sustentar sem o seu principal antagonista? É o que vamos ver agora.

Para começo de conversa, a 3º Temporada de Castlevania começa exatamente de onde a anterior parou. Após a batalha de Braila, o grupo de heróis se separa. Alucard, o Drácula invertido, assume o comando do castelo do pai. Enquanto isso, Trevor e Sypha, agora um casal, partem para algum lugar. Também vemos o destino de Hector e Isaac, dois senhores da forja, capazes de trazer criaturas do Inferno com cadáveres. Além deles, Carmilla, uma das poucas vampiras que sobreviveram a Batalha de Braila também retorna. Desta vez, mostrando o seu clã e toda a sua família vampiresca. Mesmo com tantos personagens, é de se indagar que sem o Drácula, a história poderia se perder.

castlevania-temporada-3

E não se perde, mas durante os dez capítulos, a história demora a emplacar, muitas vezes pelo fato dos criadores buscarem tempo para “criar” psicologicamente seus personagens. É o caso de Alucard, que permanece sozinho durante a maior parte do tempo. Até a chegada de humanos que solicitam sua ajuda na luta contra outros vampiros. O tempo vai passando, e a personalidade de Alucard vai se parecendo com a de sua mãe. No sentido de que humanos e vampiros poderiam conviver em harmonia. Contudo, esse ponto de vista do mundo é completamente alterado em acontecimentos que finais que fazem o espectador também ficar ao lado de Alucard. Diferente do senso comum, e o que já vem apresentando a série Castlevania.

De forma geral, como é comum em filmes que retratam o mundo dos vampiros. Na verdade, em muito os humanos podem ser até mesmo piores do que os vampiros. Em contrapartida, os vampiros podem apresentar comportamentos ainda mais caridosos do que os próprios seres humanos. Isso também é visto no arco de Isaac, que vive um dilema ético e moral. Do lado de Trevor e Sypha, somos apresentados ao arco principal, na cidade de Lindenfeld. Ali, a existência de um Priorado antes religioso torna tudo mais sombrio. Em especial quando sabemos que uma criatura infernal invadiu a abadia e ainda se encontra no subsolo do lugar.

castlevania-temporada-3

Aqui, por mais que a aventura passe a maior parte do tempo, o esquema é bem mais simplista. As personalidades de Trevor e de Sypha já estão delineadas, e não há a necessidade de trabalhar com elas tal como com Alucard. Sendo assim, aqui temos a clássica jornada do herói. Um grupo de antagonista quer um plano para abrir um portal para o Inferno. E, cabe ao último dos Belmont não permitir que isso aconteça. Mesmo sendo um enredo comum, agrada bastante em especial nas cenas de batalha, tendo um desfecho que também caminha para a máxima de que os seres humanos podem ser até mesmo piores do que o Drácula.

Quanto aos quesitos técnicos, a animação está ainda mais bem trabalhada do que na temporada anterior. Os traços encontrados em Castlevania agradam e combinam com o tom da animação. Os efeitos das cenas de batalha, que se mal feitos podem estragar uma franquia, também são ótimos. É interessante notar que, ao ser uma franquia feita pela Netflix, a empresa teve todo cuidado, o que é bom na agregador de qualidade do catálogo. A dublagem também é digna de nota, passando exatamente a sensação de cada personagem. De Lenore, a vampira “diplomata” que esconde o seu verdadeiro eu em palavras doces, enquanto a aventureira Sypha, a todo momento tem um tom de agitação na voz. A manutenção dos dubladores das temporadas anteriores também é fundamental para a criação de uma ligação entre o espectador e a série.

Se acaso a franquia televisiva se basear em sua contraparte dos jogos no que tange a história, é provável uma infinidade de linhas paralelas em Castlevania. E parece que essa situação é o gancho com o fim da temporada. O término do “caso da semana” foi concluída é verdade, mas com muitas arestas e pontas soltas. Algo normal para um franquia que deseja manter enredo para possíveis próximas temporadas. Mesmo assim, o fim dos arcos apresentados foram de bom agrado, e condizem com tudo que vinha sendo apresentado. O único que vai de algum lugar para lugar nenhum é o de Isaac, embora a compreensão era que seu enredo em particular era o de mostrar seu conflito interior.

castlevania-temporada-3-1.

Mesmo assim, como já falado, Castlevania peca na tentativa de construir seus personagens em demasia. É lógico que para uma série, é fundamental a narrativa ter a unicidade de seus personagens, mas este tempo tem que ser devidamente dividido entre a ação que Castlevania tem com essa construção. Diante disso tudo, Castlevania se sobressai no catálogo na Netflix apresentando uma aventura acima da média em sua 3º Temporada. No fim, é possível sim encontrar uma narrativa mesmo que Drácula não seja o antagonista. Mesmo que no fim, as coisas giram em torno de sua pessoa. Com uma animação digna de nota, e que deve ser um modelo para a animação, as cenas de batalha também agradam.

Nota 9/10. No fim, os arcos de Castlevania se fecham e se abrem em mais possibilidades, deixando arestas para futuras continuações. Sem é claro deixar aquela sensação de algo inacabado. Mas sim um empurrão e aquela sensação de que esperamos ansiosos pela quarta temporada. Problemas de demora no enredo podem ser observadas, mas no fim não mancha em nada a aventura do último dos Belmont e de todos os outros. Por isso, Castlevania é altamente recomendado se você gosta de séries de qualidade com uma pitada de “gore” e uma sensualidade extra. E também é aconselhável que se veja a temporada anterior. Dito isso, está esperando o que para ver o chicote de Trevor Belmont estalar contra os inimigos?

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Tags: AnáliseCastlevaniaNetflix
Vitor Guariento

Vitor Guariento

Morador de Japeri – RJ (Baixada Fluminense para os mais íntimos). Bacharel em Ciências Econômicas pela UFRRJ e Pós Graduando em Defesa Nacional pelo IMES. Outrora Agente Administrativo, agora Auditor Federal. Campeão da Região de Johto e Herói de Hyrule. Fundador do Guariento Portal, site destinado a curiosidades e críticas de filmes e jogos em geral.

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Comentários 2

  1. tarso verona says:
    7 anos atrás

    Foi a melhor crítica a respeito dessa “bizarra temporada”. Não fosse a narrativa lenta e desajeitada, e a exploração superficial dos personagens, demonstrando pouquissimo interesse em explanar seus objetivos e motivações mais íntimos, a série se apegou no ” vai que dá certo”. Mas não deu muito não. E para piorar ainda pegou o Alucard para agradar umas agendinhas como o “bisexual sofrível”. Lamentável…

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    Responder
    • Vitor Hugo Guariento says:
      7 anos atrás

      Então, eu preferi não contar muita coisa assim do roteiro. Mas de fato, a narrativa foi bem lenta. Alguns pontos não havia necessidade alguma. Se essa lentidão fosse pelo menos para tratar os personagens de maneira mais profunda era uma forma de entender. Mas não foi o que rolou. Mesmo assim, é uma série agradável de assistir, mesmo que a primeira temporada, na minha opinião tenha sido a melhor das três.

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