O Exclusivo da Sega
Um ano depois do lançamento (e sucesso) do Resident Evil 3: Nemesis a Capcom se viu com a oportunidade de lançar um novo jogo da franquia para uma nova geração de consoles. Por isso, ela aproveitou o lançamento do novo console da Sega, o Dreamcast, e presenteou os donos dele com um jogo exclusivo da franquia: Resident Evil: Code Veronica. Apesar de ele ter recebido ports para outros consoles na sua versão X (que é a que vamos analisar), ter um RE exclusivo é sempre um bom motivo para se ter um console!
Lançado em 03/02/00, sendo desenvolvido e publicado pela Capcom para Dreamcast e depois recebendo ports para PS2, PS3, PS4, GameCube e Xbox 360. Tratando-se de um survivor horror, com momentos bem complicados e câmera fixa.
Presa injustamente:
Code Veronica começa com a nossa querida Claire fugindo de um bando de soldados enquanto ela pula pra lá, pula pra cá, atira e tudo. Até que, finalmente, ela é capturada. Então, nós acordamos em uma cela escura e somos abordadas por um cara ferido que nos liberta. Com isso, nos vemos apenas com um isqueiro e um sonho e partimos para explorar aquele local sem saber o que nos espera.

Refinamento sem Esquiva:
Primeiramente, vamos aos controles. Code Veronica mantém os controles de tanque da trilogia original, mas melhora bastante esse conceito. A movimentação da Claire está mais precisa e isso acaba facilitando até na hora de esquivar dos zumbis pelos cenários (além de os corredores serem um pouco mais abertos). E, como esperado, isso ajuda no combate também. O conceito é o mesmo, mas a sensação de atirar nos zumbis é mais gostosa do que antes. Temos uma evolução no design de som (que sempre é bom, porque sempre vai melhorando) e ainda armas novas. Aqui, não tem mistério, se você gosta do combate dos anteriores (apesar de Claire não se esquivar igual a Jill), vai gostar desse.

Confie na besta:
Agora, falando sobre o que podemos encontrar, temos armas novas bem legais como a metralhadora dupla e a besta. Inclusive, quero deixar a dica de que a besta é uma arma muito útil que tem muita munição e é ótima para lidar com zumbis normais. Não ignore essa arma. Outra novidade legal é a possibilidade de aumentar o inventário da Claire. E aqui o Code Veronica está de parabéns porque qualquer upgrade ajuda. No mais, seguimos o mesmo padrão, podendo encontrar ervas, munição, documentos e itens de puzzle. Não tem mistério. Mas, se prepare. Code Veronica é, sabidamente, o jogo mais complicado da série que eu já joguei. Respira fundo e vai na fé porque o bicho vai pegar

Os Irmãos Malucos:
Em seguida, vamos à história. Logo após escapar da prisão, podemos subir e explorar aquele local com mais calma (não tanta calma assim, por causa dos zumbis). Mas, rapidamente, conhecemos o nosso camarada da vez: Steve. Ele e a Claire acabam se encontrando eventualmente e protagonizando algumas conversas peculiares. Além disso, Claire revela que foi até a Europa para encontrar o seu irmão, Chris (sim, ela ainda está nessa missão). Porém, ela também precisa se preocupar com os irmãos Ashford que controlam aquele local e, obviamente, não vão deixar que eles escapem com facilidade.
Eu simplesmente amo a história desse jogo. Os Ashford estão no meu top de vilões favoritos da franquia inteira. Gosto muito da história da família deles, gosto muito dos dois irmãos e gosto muito das surpresas que essa trama reserva! Além de eu gostar bastante da Claire, jogar com ela ser sempre um prazer. É uma história que, com ou sem documentos, entrega muita qualidade. E a versão X traz alguns extras. Então, se você só jogou a do Dreamcast, vale a pena rejogar.

Minha Safe Room Favorita:
Ao passo que falei da história, quero comentar do lado técnico do Code Veronica. Por se tratar de um jogo na nova geração, era normal que o salto gráfico fosse notável. Apesar de não ser o auge da sexta geração de consoles, o jogo evoluiu bastante se comparado ao 3. Temos boas expressões faciais, cenários mais detalhados, iluminação melhor e zumbis visualmente mais assustadores. Um salto muito legal. Já sobre a trilha sonora, temos novamente um show de pedradas absolutas, como era normal da franquia nesse período. Simplesmente um deleite aos ouvidos em todos os momentos, inclusive da Safe Room, que tem a minha música favorita da saga.

Nada melhor do que um bom level design:
Quanto ao level design, assim como nos três jogos anteriores, temos outro show. É até difícil comentar porque tudo que falei nos jogos anteriores vale para cá. Bons puzzles, leva e traz de itens viciantes e tudo que a gente ama desde 1996. A fórmula que fez Resident Evil ser um sucesso está aqui na sua essência mais pura e mais gostosa. Inclusive, Code Veronica ainda conta com um minigame chamado Battle Game que pode até ser jogado em primeira pessoa! É um extra bem divertido, que vale a pena conferir (podemos jogar com o Chris usando bala infinita de Magnum).

Conclusão:
Em síntese, Resident Evil: Code Veronica traz uma gameplay refinada, uma história muito boa, gráficos muito bonitos, trilha sonora excelente e level design espetacular. Foca em melhorar o que já vinha dando certo e traz a melhor história da série, até então, como a inovação da vez. Com uma campanha que pode ser finalizada em 11 horas e que pode chegar até 17 horas para quem busca os 100%. Eu sou simplesmente apaixonado por esse jogo. Desde a primeira vez que joguei, percebi o quão incrível ele é. Sou muito fã da Claire e dessa aventura dela. Realmente é um jogo mais do que obrigatório para qualquer fã da franquia. Jogo esse que você encontra bem barato nas lojas digitais e que vale cada centavo!
Números
Resident Evil Code Veronica X
Resident Evil: Code Veronica traz uma gameplay refinada, uma história muito boa, gráficos muito bonitos, trilha sonora excelente e level design espetacular.
PRÓS
- Controles refinados
- Belos gráficos
- Trilha sonora excelente
- Ótimo level design
- História cativante
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