A batalha de Tanjiro, Inosuke e Zenitsu continua.
Demon Slayer: The Hinokami Chronicles 2 chega ao Nintendo Switch três anos após seu antecessor. Numa espécie de promessa, contando com novos arcos e personagens. A adaptação em formato de jogo mantém a essência do anime. Temos as grandes emoções e lutas do anime que fariam até o Inosuke parar de gritar. Mesmo que por apenas dois segundos. O título pega carona no sucesso de Kimetsu no Yaiba, ou Demon Slayer no Ocidente. No Switch, o jogo busca um equilíbrio difícil com o visual da Era Taisho (1912-1926). O resultado é um jogo que entrega sua promessa, mas que ainda sofre com certas escolhas, especialmente quanto à sua narrativa. É o tipo de experiência que agrada fãs. Porém, ela pode deixar jogadores mais exigentes com o pensamento de que o Corpo de Caçadores de Demônios poderia ser melhor.
Os controles são como as Katanas dos Caçadores:
A jogabilidade de Hinokami Chronicles 2 tem seu foco no combate. Assim como nos ataques especiais, de rico visual. Um ponto positivo da CyberConnect 2, estúdio responsável por adaptar outros animes. É o caso de Naruto e Jojo’s Bizarre Adventure. Os controles são simples o suficiente para os iniciantes. Porém, são aprofundados para o domínio de combos. A resposta dos comandos é honesta. A mecânica de troca de personagens em tempo real é um ponto alto. Isso permite criar boas estratégias e agradar os fãs da animação. Infelizmente, a simplicidade dos golpes básicos pode frustrar os jogadores do gênero de luta. Não espere algo como Street Fighter 6 (2024), da Capcom. No modo portátil, os controles continuam bons. Porém, pode o tamanho da tela ser uma dificuldade no caos do campo de batalha.
Uma narrativa bem extravagante e com fogos de artifício:
Hinokami Chronicles 2 começa no fim do jogo anterior. Ele adapta fielmente os arcos mais recentes do anime. Ou seja, o Distrito do Entretenimento, a Vila dos Ferreiros e o Treinamento Hashira. Isso garante que os fãs revivam batalhas memoráveis. É o caso de Tengen, o Hashira do Som, e Tanjiro Kamado contra Gyutaro. E tudo como se estivessem assistindo a um episódio. A narrativa é bem linear, no estilo visual do estúdio ufotable. Para quem conhece a história, não há grandes surpresas. Já para os novatos, há uma espécie de resumo como modo de jogo. Ainda assim, a mistura de ação e drama funciona bem. É o tipo de enredo que brilha para quem ama Demon Slayer. Porém, o jogo pode não ter a mesma força dramática para quem não está imerso nesse universo.

Tão rápido quanto os golpes da Respiração da Névoa:
Em termos de duração, Hinokami Chronicles 2 não é um jogo extenso. A campanha pode ser finalizada em cerca de 8 a 10 horas, dependendo do seu ritmo. A longevidade vem principalmente do modo contra, o mais próximo do gênero de luta. Mas também do desejo de dominar todos os personagens. Afinal, o jogo conta com 40 possíveis personagens com seus estilos de batalha. Mesmo assim, sem um sistema de progressão mais profundo, esse incentivo cai após algumas horas. Os modos online ajudam a prolongar a experiência, mas sofrem com eventuais problemas de conexão. Ou melhor, sua demora em acessar um adversário. Se o objetivo for reviver as batalhas do anime e disputar lutas ocasionais com amigos, o jogo entrega. Mas se a busca for por um título competitivo duradouro, acho melhor voltar a dormir como o Zenitsu.
É como assistir a animação da Netflix, mesmo que falte o português:
A parte sonora de Hinokami Chronicles 2 é, sem dúvida, um dos seus melhores pontos. A trilha sonora captura com intensidade as batalhas de Demon Slayer. Mas também a beleza melancólica de seus momentos mais calmos. Os efeitos sonoros são precisos, com impacto nos golpes e nos ataques especiais. O jogo conta com dublagens em japonês e inglês, ambas bem executadas, mas a imersão é maior com o áudio original. Infelizmente, a dublagem em português está apenas na animação da Netflix, e não no jogo. No Switch, essa qualidade sonora se mantém sólida. A música sabe quando acelerar para aumentar a tensão. Mas também sabe quando recuar para deixar o peso dramático falar por si. É um trabalho de áudio que cumpre a função narrativa e emocional, elevando a experiência. O espírito de Demon Slayer está presente.

Uma história que ganha destaque no Switch como console:
Em termos de visual, Hinokami Chronicles 2 usa o estilo cartunesco, o cel-shading. E isso ajuda a preservar a identidade do jogo. Até mesmo no no Nintendo Switch. O estilo cartunesco combina com os eventos e a história de Demon Slayer. No entanto, no modo portátil, há quedas de desempenho. Já as texturas estão mais simples. Ainda assim, o jogo consegue reproduzir os principais momentos da animação, de forma fiel. A jornada de Tanjiro Kamado é quase completa. A iluminação é um destaque. Ela dá vida às técnicas de respiração e golpes especiais. Fazendo uma comparação com Hinokami Chronicles (2022), seu antecessor, o jogo publicado pela Sega é melhor. Assim como apresenta mais detalhes em termos técnicos. E isso é visto especialmente nas passagens do modo história. Mas também no desempenho online, quando encontrado um jogador é claro.
Tão previsível quanto a caçada por Muzan Kibutsuji:
Infelizmente, Hinokami Chronicles 2 não é um jogo inventivo ou que busca ser algo diferente. E esse talvez seja seu elo mais fraco. As principais novidades vêm na forma de novos personagens jogáveis. Assim como a adição de arcos mais recentes do anime. A jogabilidade é a mesma ao primeiro jogo. Além disso, o jogo tem uma demora substancial ao contar toda a história da animação. Os eventos principais são as batalhas. Porém, elas são embalados por minigames e cenas da animação que quebram a expectativa da ação. Não há modos inéditos. São as mecânicas que mudam de forma substancial a experiência. Para os fãs, isso pode ser suficiente. Afinal, o apelo está em ser fiel ao original. Porém, para aqueles que esperavam uma evolução real, o jogo é bem demorado e não atende a essas exigências.

Hinokami Chronicles 2 é divertido para os fãs do mangá e do anime:
Hinokami Chronicles 2 é um jogo divertido. E isso mesmo contando com suas limitações, como a falta de ousadia e inovação. O combate é rápido e os golpes cinematográficos enchem a tela. Além disso, a chance de controlar personagens queridos mantém o jogador engajado. Jogar com amigos pode ser algo ainda mais divertido. Afinal, as disputas viram uma mistura entre habilidade e caos de Hashiras e Onis. Mesmo que não seja um Mortal Kombat 1 (2023) em termos de impacto. É um jogo que funciona melhor como celebração. E não como um título de luta profundo. Para quem quer uma experiência intensa e curta, ele entrega boas horas de diversão. Mas não espere que ele vire seu jogo principal por meses. Ele é empolgante enquanto dura, mas logo você sente falta de algo novo para continuar.
Um bom jogo de anime, mas que falta para o gênero de luta:
Demon Slayer: The Hinokami Chronicles 2 no Nintendo Switch é uma experiência sólida para fãs. Contudo, é um jogo sem grandes surpresas, especialmente para quem já jogou o primeiro. Ele cumpre o papel de adaptar com fidelidade os arcos restantes do anime, mantendo o charme visual e a emoção das batalhas. Mesmo sem o Castelo Infinito, que virá como pacote de expansão. No entanto, sua curta duração e ausência de novidades impedem que alcance um patamar mais alto como jogo de luta. É perfeito para quem quer reviver momentos icônicos. Assim como lutar com seus personagens favoritos, como a Shinobu e o Tokito. Porém, não é a escolha ideal para quem busca profundidade. No fim, é como um bom episódio de Demon Slayer. Contudo, passa rápido demais, deixando um gosto de quero mais.
E você, já testou Demon Slayer: The Hinokami Chronicles 2 no Nintendo Switch? E em outras plataformas? Conte nos comentários como foi sua experiência! Se você curtiu essa Crítica, compartilhe com seus amigos Caçadores de Oni e ajude o Guariento Portal a crescer! Agradecemos a Theo Games pelo envio do código para a produção dessa Análise!
Números
Demon Slayer: The Hinokami Chronicles 2
Demon Slayer: Hinokami Chronicles 2 no Nintendo Switch é uma experiência sólida como jogo vindo de um anime. Ele cumpre seu papel com bons controles, uma excelente estrutura de áudio e conteúdo. Porém, a falta de novas mecânicas e um modo história arrastado por inúmeras cenas podem desmotivar quem não conhece Kimetsu no Yaiba.
PRÓS
- Os controles são agéis e eficientes para os novatos e experientes.
- Áudio cumpre com eficiência o impacto das lutas e o lado emocional.
- Mesmo com problemas no modo portátil, o jogo tem melhorias gráficas.
- A diversão se encontra em reviver, de forma jogável, os eventos do anime.
CONTRAS
- Mesmo com uma boa história, ela se arrasta em seu principal formato.
- É um jogo curto que será revisitado apenas pelos fãs em ocasiões especiais.
- Embora com mais conteúdo, o jogo segue a cartilha inteira de seu antecessor.
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