Uma aposta diferente:
Devil May Cry 4, como você deve ter visto na review, é um bom jogo, mas acaba escorregando em detalhes que são cruciais. Por isso, ele acabou recebendo algumas críticas aqui e ali. Por isso, a Capcom decidiu tentar uma abordagem diferente na franquia. Saindo totalmente daquela temática meio medieval e trazendo uma história de origem anterior ao Devil May Cry 3 (que já era uma origem). Mas, dessa vez, deixou por conta da Ninja Theory! E assim nasceu DmC: Devil May Cry. Lançado em 15/01/13, sendo desenvolvido pela Ninja Theory e publicado pela Capcom para PS3, Xbox 360 e PC, e depois recebendo ports para PS4 e Xbox One. Tratando-se de um hack’n slash de ação com um Dante moreno, elementos de plataforma e uma empresa questionável (já vimos isso antes).
Um vilão conhecido:
DmC começa com o grande vilão, Mundus, falando no telefone no seu escritório até que ele percebe a presença de Dante, filho de Sparda, e decide finalmente dar um jeito no garoto. Então, vemos o nosso ‘’herói’’ em uma boate, bebendo e se atracando com algumas moças. Logo depois, ele é acordado em seu trailer, pelado, por uma moça dizendo: ‘’meu amigo, o caldo azedou, corre’’. E é assim, depois dele vestir sua roupa em uma ceninha bem legal, que o jogo começa!

Anjos e Demônios:
Primeiramente, vamos ao combate. Como esperado, aqui você vai encontrar várias coisas similares aos anteriores, como as armas de fogo, variedade de armas, espadada no couro dos inimigos e pulo duplo. Mas, DmC traz boas novidades como um botão específico para jogar os inimigos no ar e o L1 que serve para rolarmos (muito útil). Sem falar que o Devil Trigger do Dante (sua transformação) paralisa os inimigos na sua volta!
Outro detalhe diferente é que temos orbs para comprar itens e orbs para upar o Dante. Sem falar que o jogo cai de vez na ideia de anjos e demônios. Sem dar muito spoiler, mas nós recebemos armas de cada um dos grupos e elas agem de formas diferentes. Existem caminhos que só podem ser abertos com armas de um ou de outro grupo. Além disso, essas armas servem para fazer algumas travessias, como nos balançar em ganchos e puxar placas de concreto para perto da gente e fazer uma ponte.

Chefões memoráveis:
E claro, elas servem para deixar o ótimo combate ainda melhor e mais variado (coisa que reclamei no DMC4). É fácil trocar entre elas e executar combos combinados. Basicamente, a espada do Dante entrega um combate equilibrado entre força e velocidade, enquanto as demoníacas entregam força e lentidão e as de anjo entregam velocidade e menos força. É bem fácil escolher o seu estilo ou, como eu disse, ficar combinando entre eles dependendo da situação.
Sem dúvidas, o combate de DmC é um dos melhores da franquia (se não for o melhor). Claro que temos outras qualidades, mas eu já adianto que o combate te carrega do início ao fim! E isso vale para os inimigos também. Arrumando o que foi estragado no anterior, DmC traz chefões absurdamente memoráveis! E isso vale do primeiro até o último, e o jogo não fica naquela repetição absurda que vimos em outros jogos da saga. Foi um grande acerto da Ninja Theory!

Em busca das chaves:
Ao passo que falei dos inimigos, quero comentar sobre o que podemos encontrar nos mapas. DmC conta com pedaços de cruzes que, ao serem coletadas em quatro (igual a God of War), aumentam nosso HP e devil trigger. Além disso, temos as almas perdidas que podemos coletar e as missões secretas. A maior diferença é que aqui, precisamos encontrar uma chave para abrir as portas para as missões secretas. O que, obviamente, dá mais trabalho, mas eu achei legal esse incentivo à exploração. Antes (principalmente nos três primeiros), o foco era na observação de pontos suspeitos que poderiam ser missões, agora é questão de andar pelos mapas e isso é interessante, já que mostra confiança no level design.

Passeando pelo limbo:
Agora, quero comentar sobre a história. Logo após escapar do primeiro ataque, Dante descobre que a garota que o ajudou se chama Kat. Ela é uma humana médium que pode abrir caminho para o limbo, uma espécie de dimensão alternativa que espelha o mundo real. Se você já assistiu Stranger Things, vai saber bem como essa dimensão funciona. Com isso, ela explica para o Dante que a empresa do Mundus está envenenando um energético que é bem famoso no mundo, para poder dominar toda a Terra. Por isso, Kat foi atrás do Dante a pedido do seu chefe.
A questão é que o chefe do Dante é nada mais nada menos que seu irmão gêmeo, Vergil! Por isso, os dois irmãos se unem primeiro para reativar as memórias do nosso ‘’herói’’ sobre o seu passado e depois para derrotar Mundus e sua empresa demoníaca! A história pode parecer viajada, mas na real é bem legal. Kat é uma ótima personagem e os irmãos têm uma interação bem legal. O único problema que pode te incomodar é uma revelação sobre a origem da mãe do Dante, mas é muito legal ver que a origem apresentada no DMC3 não é descartada. Inclusive, a DLC corrobora bastante com o que vimos no terceiro jogo, mas eu estou me adiantando. Fato é: DmC traz uma história bem interessante e com vários momentos memoráveis, principalmente quando brinca com essa dualidade entre o mundo real e o limbo!

Uma bela identidade visual:
Em seguida, vamos ao lado técnico de DmC. Começando pelos gráficos, DmC traz uma direção de arte totalmente diferente de qualquer coisa já vista na série (tanto antes quanto depois). É aquele jogo que você bate o olho e sabe qual é, e isso é incrível. Por ser lançado no final da geração, ele consegue entregar uma ambientação ainda mais bonita, personagens e expressões mais detalhadas e até uma iluminação melhor. É uma bela evolução natural. Já sobre a trilha sonora, eu acho que já ficou batido a esse ponto, né? Ela é excelente como todas as outras e, alerta de spoiler: a do próximo jogo também é sensacional.
Quanto ao level design, DmC entrega mapas muito legais e faz bom uso das armas angelicais e demoníacas. Todos os mapas são cheios de segredos e são muito divertidos de explorar. Eu diria que esse é o jogo que faz melhor uso dos seus elementos de plataforma. É muito gostoso sair pulando por aí e usando suas armas para alcançar lugares que pareciam impossíveis. Simplesmente fantástico.

A ascensão depois da queda:
Por fim, quero falar da DLC, Vergil’s Downfall. Ela se passa logo após o final da campanha e, como já adiantei, ela mostra como o Vergil virou aquele maluco que vimos no Devil May Cry 3. Aqui, eles introduziram novos inimigos, um novo combate (com o Vergil) e uma história para o nosso querido gêmeo, tal qual fizeram no Devil May Cry 2. Ou seja, um grande acerto! Demorou anos, mas a Capcom percebeu que fazer uma campanha para o personagem extra ao invés de simplesmente colocá-lo para jogar o mesmo mapa da história vale mais a pena. Temos uma trama interessante que aprofunda no Vergil (finalmente) e ainda entrega uma gameplay muito gostosa! Se você gostou de DmC a DLC é sensacional e, se você é fã do Vergil, vai ficar muito feliz de ver ele tendo o merecido destaque.

Conclusão:
Em síntese, DmC: Devil May Cry traz belos gráficos, uma história interessante, um combate muito viciante, uma bela trilha sonora e um level design incrível. É, com folga, um dos melhores da franquia e trouxe uma identidade muito própria e memorável! Um jogaço. Com uma campanha que pode ser finalizada em 9 horas, mas que pode chegar até 40 horas para quem busca a platina. Ele é absurdamente indispensável não só para os fãs da franquia, mas também para os fãs de hack’n slash, já que, por ele ser o primeiro da cronologia, pode ser jogado sem perder nada da história. Joguem DmC!
Números
DmC: Devil May Cry
DmC: Devil May Cry traz belos gráficos, uma história interessante, um combate muito viciante, uma bela trilha sonora e um level design incrível. É, com folga, um dos melhores da franquia e trouxe uma identidade muito própria e memorável! Um jogaço.
PRÓS
- Jogabilidade sensacional
- Gráficos lindos
- Direção de arte característica
- História interessante
- Ótima trilha sonora
- Level design bem feito
- Finalmente deram uma boa história para o Vergil
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