Uma introdução mitológica demoníaca aos Oni.
Imagine um ogro gigante, canibal, com pele vermelha, chifres enormes e uma clava de ferro do tamanho de um carro. Agora, dê a ele uma origem mitológica, um papel de castigador e uma vaga garantida como chefão em jogos soulslike. Esse é o Oni, uma figura clássica do folclore japonês que mistura medo, moralidade e muita pancadaria simbólica. Os Oni são conhecidos por punir os maus e, às vezes, até os bons. Com o tempo, deixaram os pergaminhos antigos da Era Heian (794-1185) para invadir animes, mangás e games. Nessas mídias, eles assumem formas cada vez mais criativas e difíceis de enfrentar. Aqui, a gente te conta tudo sobre essas criaturas aterrorizantes e, ao mesmo tempo, fascinantes no Ocidente e no Oriente. Dos mitos milenares aos checkpoints modernos, prepare-se para conhecer o ogro que não perdoa nem mesmo save automático.
Das cavernas do folclore às páginas do inferno japonês

Os Oni vêm direto das entranhas do Jigoku – o inferno budista – onde servem como carcereiros, punindo almas pecadoras. Ao estilo dos mais sádicos adversários de Dark Souls: Remastered (2018). Eles surgem no folclore japonês como híbridos entre humanos e monstros, com pele vermelha, azul ou verde, presas afiadas e, claro, chifres. Além disso, carregam uma clava de ferro, a kanabō, porque nada diz “arrependa-se” como um bom golpe na alma. Alguns mitos sugerem que os Oni nem sempre foram monstros. Na verdade, eram humanos tão maus que se tornaram Oni após a morte. Outros dizem que eles surgem quando alguém é consumido pelo ódio e vira um demônio, mas bem diferente de um Onryō, um espírito do rancor. Resumindo, eles são a personificação do castigo e da fúria divina, mas com estilo. E sim, são usados para ensinar boas maneiras. Assustador? Bastante. Educativo? Surpreendentemente, sim.
Quando o folclore vira chefe de fase nos jogos.
Se tem algo que os Oni sabem fazer bem, é servir como chefão em videogame. Eles são quase um subgênero próprio de adversários no Japão. Em Nioh (2017), eles aparecem com armaduras, poderes sobrenaturais e um nível de dificuldade surreal. Sekiro: Shadows Die Twice (2019) nos presenteia com o Oni do Ressentimento Profundo, um monstro gigante que mistura sumô com possessão. Já Onimusha: Warlord Remaster (2018) traduziu essa estética para o ocidente, com demônios samurais cheios de pose. Toukiden: Kiwami (2014) os transforma em monstros épicos para serem caçados. Até Okami HD (2012) coloca os Oni como parte do cenário folclórico japonês de Amateratsu. Seja como chefes, aliados ou entidades simbólicas, eles marcam presença. Eles normalmente exigem que você tenha estoque de poções e paciência. Lutar contra um deles é quase como enfrentar os boletos ou o Thanos. É inevitável e doloroso.
Dos templos aos animes, os Oni estão na cultura pop japonesa.

Você pode até não saber o nome, mas já viu um Oni em algum anime por aí. Seja na Netflix ou na Crunchyroll. Em Kimetsu no Yaiba (2019-2024), chamado também de Demon Slayer, temos Oni sedentos por carne humana, com poderes únicos e passados trágicos. Já Inuyasha (2000-2004) apresenta um mix constante entre eles e os Yōkai, sempre com aquele toque de drama romântico. E quem assistiu Blue Exorcist (2011) ou Nurarihyon no Mago (2010) já esbarrou em versões estilizadas dessas criaturas. O curioso é que, fora do Japão, os Oni são frequentemente confundidos com ogros europeus ou demônios bíblicos. Porém, sua função é mais filosófica. Eles representam o castigo, o caos e a sombra humana. Na cultura pop, eles são reciclados, reinventados e adaptados, sem nunca perder aquele charme de “se correr o bicho pega, se ficar o Oni come”.
Será que existe um lado mais gentil dos Oni?
Apesar da aparência aterrorizante, nem todo Oni é vilão. Assim, em algumas histórias, Oni se arrepende e passa a proteger vilarejos. É o caso do famoso Shuten-dōji, o mais poderoso Oni do Japão, que, mesmo sendo um dos mais brutais, ganhou contornos mais complexos ao longo do tempo. Em festivais como o Setsubun, os japoneses jogam grãos de soja nos Oni para espantar o mal e atrair sorte. Eles gritam “Oni wa soto, fuku wa uchi!”, algo como “Oni para fora, sorte para dentro!”. Há até templos dedicados a Oni protetores! Nos jogos e animes, essa ambiguidade aparece também. Às vezes, essas criaturas são mais humanas que os herois. Essa mistura de medo e empatia é o que os torna tão cativantes. Eles não são apenas monstros, mas espelhos do que há de pior e melhor dentro de nós. Sim, até monstros têm crises existenciais.
O monstro na verdade pode não ser tão ruim assim.

Os Oni continuam firmes como ícones do folclore japonês, adaptando-se à cultura pop, jogos e animes com uma versatilidade assustadora. Eles ensinam, punem e, às vezes, protegem. Tudo com chifres, poderes e uma clava na mão. Do ponto de vista dos jogos, são chefes que testam paciência e sua fé na sanidade. Mas acima de tudo, os Oni simbolizam algo mais profundo. Eles são o medo do erro, o peso da culpa e a possibilidade de redenção. Então, da próxima vez que enfrentar um deles em um jogo ou vê-lo em um anime, lembre-se de que ele pode ser mais do que um inimigo. Ele pode ser o reflexo de uma alma atormentada… ou só um programador japonês querendo te fazer sofrer. Então, qual Oni mais te marcou? Conta nos comentários e compartilha com aquele amigo que tem medo até de fantasma de papel.
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