Uma nova ideia!
É sempre bom ver empresas que a gente gosta lançando jogos no estilo que a gente gosta. E essa foi a minha sensação quando vi que Dragon’s Dogma era da Capcom, a mesma empresa de Resident Evil: Village (2021) e Okami HD (2012). Claro que, eu não estava muito acostumado com RPGs da empresa, mas fiquei bastante curioso com esse jogo desde o PS3. Mas, será que ele foi um bom começo para essa nova IP?!
Lançado em 22/05/12, sendo desenvolvido e publicado pela Capcom para PS3, Xbox 360 e PC e depois tendo recebido uma versão melhorada em 23/04/13, que inclui uma redução na dificuldade e conteúdo extra chamado de Dark Arisen. Essa nova versão foi lançada também para PS3, Xbox 360 e PC, além de uma nova versão com redução de dificuldade e conteúdo extra para PS4, Xbox One e Nintendo Switch e ficou conhecida como Dragon’s Dogma: Dark Arisen. Trata-se de um RPG de ação, em terceira pessoa, com um mapa aberto para explorarmos, além de dungeons lineares.
O despertar do dragão:
Dragon’s Dogma já começa sem nenhuma explicação, com a gente controlando um personagem enquanto explora uma caverna. Essa sequência é aquele tutorial direto ao ponto onde aprendemos todos os controles e ainda temos que enfrentar uma Quimera logo de cara! Sem a menor cerimônia. Após derrotá-la, vemos uma ceninha de um dragão despertando e com isso vemos o nosso protagonista acordando em sua cama, meio sem entender. E é aqui, que o jogo começa.

Personagem cansado…
Primeiramente, vamos ao combate de Dragon’s Dogma. Aqui você pode andar, correr, pular, se agarrar aos inimigos, bater, usar magias, nadar e ficar acostumado a perder o fôlego. Tudo funciona de forma bem precisa, mas o jogo conta com alguns detalhes que podem causar estranheza, e mais do que isso, podem causar uma irritação.
O primeiro ponto é a estamina incrivelmente curta. Lembra que na review do GTA 3 eu comentei que Claude só aguentava correr por poucos segundos, e aqui em Dragon’s Dogma é igual! Tudo que você faz consumir a sua estamina, e até aí eu não vejo problema se for durante o combate. A questão é que, na hora de explorar o mundo, você não consegue se movimentar com agilidade porque rapidamente seu personagem irá se cansar e isso é bem irritante.

Sem trava!
O segundo ponto, que esse é mais fácil de acostumar, é o fato de não existir nenhum tipo de trava de mira manual. Ou seja, você não vai poder firmar os olhos naquele inimigo específico e ir para cima dele. Esse é um ponto em que a gente consegue se acostumar com muito mais facilidade do que a estamina limitada. Entretanto, eu fico triste quando os jogos deixam de colocar boas opções para os jogadores. Não custava ter opção e ia auxiliar muito em diversas lutas.
Todavia, é bom ressaltar que mesmo com esses detalhes, o combate é bem gostoso! E isso vale para todas as classes. Eu zerei de mago e adorei! Mas, é possível trocar para qualquer classe mediante a um pagamento. Depois disso, você pode trocar quando quiser dentro da cidade. Ou seja, você pode ir testando para descobrir qual é a sua maior vocação! Inclusive, existem algumas combinações como um mago que também usa ataques físicos!
Com certeza, essa flexibilidade de builds é um dos pontos mais divertidos de Dragon’s Dogma! É muito legal sair experimentando e descobrindo o que mais te agrada! E também é interessante ver como as classes iniciais já são boas! Eu mesmo fui com a primeira classe de mago até o final!

O bonde dos peões:
Além disso, é bom ressaltar um ponto muito interessante em Dragon’s Dogma, os pawns. Para ser bem direto, eles são a sua equipe. Basicamente, você entra numa espécie de dimensão alternativa onde pode recrutar os pawns para te ajudarem, além de podermos ter um pawn fixo. E os pawns podem vir em níveis diferentes e serem recrutados de graça ou pagando.
O ideal, como em qualquer RPG, é fazer uma equipe equilibrada usando pawns de classes diferentes. Mas, se atente, pois caso o seu pawn morra de forma definitiva (é possível levantar inimigos caídos), ele irá retornar para a dimensão alternativa. Inclusive, é possível devolver os pawns criados por outros jogadores, enviando itens juntos do personagem como presente! É uma interação simples, mas bem legal. Sem falar que podemos avaliar os pawns, dentre outras coisas.

Os mesmos inimigos…
Em outras palavras, Dragon’s Dogma traz um combate bem variado, tanto pela flexibilidade dos pawns, quanto da sua build e até das armas que podemos encontrar. Entretanto, o jogo acaba pecando na variedade de inimigos! Aqui você pode acabar se cansando de enfrentar os mesmos lobos, goblins e ciclopes durante a sua campanha. Tudo vai depender do quanto você vai se engajar em missões secundárias. O lado bom é que vai ser possível fugir de diversos combates. Mas, você acaba perdendo a experiência e upar é sempre importante. É um erro bobo para um combate tão gostoso.
Ao passo que falei dos inimigos, vou aproveitar para falar das outras coisas que podemos encontrar nos mapas de Dragon’s Dogma. Aqui, você não vai encontrar nada muito fora do padrão. Temos missões secundárias, itens para coletar que podemos usar para criar outros itens. Ou seja, terá muitas plantas para você pegar e outras coisas. O que eu apontaria como mais legal são os encontros aleatórios. Como quando você está andando e do nada pousa um Grifo para te atacar! Isso é bem legal!

O nascimento do Arisen:
Em seguida, vamos para a história de Dragon’s Dogma e aqui eu devo dizer que o jogo acaba sendo bem simples e direto. Logo após acordarmos, vemos que aquele dragão que despertou está atacando a nossa cidade! Ao tentarmos detê-lo, ele acaba nos vencendo e roubando nosso coração! Por isso, ficamos conhecidos como o Arisen. E a nossa missão é simplesmente derrotar o maldito dragão e recuperar o nosso coração!
Dragon’s Dogma faz a gente andar por algumas cidades, conhecer alguns NPCs, bem normais de RPG. Mas acaba não entregando ninguém realmente memorável. Nenhum personagem que você vai realmente se importar. Com exceção da batalha final, que foi bem épica, os únicos momentos memoráveis da campanha foram: quando roubaram meu coração e quando uma nobre me convidou para os seus aposentos… E, na verdade, a trama não é ruim. Só que acaba sendo um conto medieval bem simples se comparado a outras obras. Então, não vá esperando reviravoltas e revelações. É boa, mas é simples.

Um design questionável:
Por fim, vamos ao lado técnico de Dragon’s Dogma e aqui temos muito o que falar. Começando pelos belos gráficos! Desde a versão original, até o relançamento Dark Arisen para o Nintendo Switch, Dragon’s Dogma entrega gráficos bem legais. Uma iluminação muito bonita, efeitos de magia lindos e inimigos bem detalhados com uma pelagem legal e tudo! No quesito visual, o jogo entrega bastante.
Já sobre a trilha sonora, ela é ótima! As músicas são bem épicas e se encaixam perfeitamente em todos os momentos! A que toca na batalha final é simplesmente sensacional! Deixa totalmente no clima do momento!
E, falando do level design, temos outro bom acerto de Dragon’s Dogma, porém com ressalvas. A exploração é bastante recompensadora. Você encontra diversos itens em todos os lugares que explora e são itens úteis! Entretanto, o jogo conta com o pior sistema de fast travel já inventando pelo ser humano. Absurdamente limitado, e ainda é necessária uma combinação de itens para poder usar com tranquilidade. E é óbvio que esses itens são limitados! Eu entendo que a ideia da Capcom era fazer a gente explorar, mas aí junta o fast travel tenebroso com a estamina limitada e tem momentos que dá vontade de largar o jogo!

Dark Arisen:
Por último, mas não menos importante, quero falar rapidamente sobre o conteúdo extra: Dark Arisen. Logo no começo, quando saímos de casa à noite (na primeira cidade), podemos notar uma moça para no píer. Quando conversamos com ela, ela nos leva até uma construção peculiar que podemos explorar. E eu já adianto: tome muito cuidado! Dark Arisen é uma dungeon grande, com bons itens, inimigos fortes e umas pequenas missões. São um bom conteúdo extra feito para quem está mais avançado no jogo! É bem legal e vale a pena! Porém, se atente quando você for explorar essas ruínas para que os inimigos não chutem a sua bunda!

Conclusão:
Em síntese, Dragon’s Dogma traz combate gostoso, plástico e bonito, mas que acaba sendo prejudicado pela pouca variedade de inimigos. Além disso, tem gráficos bem legais, ótima trilha sonora e um bom level design que acaba sendo prejudicado pelo seu fast travel terrível e pela estamina incrivelmente limitada. Mas, tem uma premissa interessante e uma história simples, que funciona e ainda traz um final bem emocionante!
Com uma campanha que leva, em média, 32 horas para ser finalizada e que passa das 100 horas se você busca a platina! Ele é um RPG de ação onde você vai escalar vários monstros, usar magias legais e andar bastante. Devo dizer que me diverti muito com ele, e fica impossível não recomendar! Mas vá sabendo que ele não é perfeito e que pode te cansar em alguns momentos. Porém, nada que uma pausa não resolva! Inclusive, Dragon’s Dogma acabou ganhando uma série na Netflix!
Números
Dragon's Dogma
Dragon’s Dogma traz combate gostoso, plástico e bonito, mas que acaba sendo prejudicado pela pouca variedade de inimigos. Além disso, tem gráficos bem legais, ótima trilha sonora e um bom level design que acaba sendo prejudicado pelo seu fast travel terrível e pela estamina incrivelmente limitada. Mas, tem uma premissa interessante e uma história simples, que funciona e ainda traz um final bem emocionante!
PRÓS
- Combate bem gostoso
- Gráficos bonitos
- Ótima flexibilidade nas builds
- Sistema de peões é bem legal
- Boa trilha sonora
CONTRAS
- Poucos inimigos
- Fast travel simplesmente terrível
- História simples demais
- A pouca estamina incomoda do início ao fim
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