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[Lista] Terror no Switch: 5 Jogos Aterrorizantes (+ Bônus Blasfemo)

Explore fantasmas, manicômios, alienígenas e a culpa católica em 5 jogos de terror assustadores no Nintendo Switch. O bônus é puro flagelo.

Vitor Guariento por Vitor Guariento
julho 6, 2025
em Dicas, Games, Lista, Nintendo
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Fatal Frame: Maiden of Black Water (2021). Créditos: Koei Tecmo e Nintendo.

Fatal Frame: Maiden of Black Water (2021). Créditos: Koei Tecmo e Nintendo.

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Porque dormir é para quem não tem um Switch cheio de pesadelos.

Nem só de Super Mario Bros. Wonder (2023), Pokémon Scarlet e Violet (2022) ou The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom (2024) vive o Nintendo Switch. Às vezes, tudo que a gente quer é um bom susto. Seja no banheiro ou enrolado no cobertor, com a cara escondida atrás da tela. E o Switch, esse console que cabe na mochila e no coração, também abriga uma seleção demoníaca de jogos de terror. Dos fantasmas fotogênicos de Fatal Frame aos alienígenas irritantes de Darker Skies, há espaço até para a loucura de Layers of Fear e para o gore penitente de Blasphemous. E sim, tem manicômio, tem alienígena e tem culpa católica. Só faltou a Samara, de O Chamado (2002), sair da tela. Se você curte os surtos de Babadook (2014) ou aquela vibe de dar uma espiadinha e depois dormir tranquilo, essa lista vai ser seu novo ritual noturno.

#1. Fatal Frame: Maiden of Black Water (2021) – Fantasmas que odeiam flashes.

Fatal Frame Lista Jogos Switch Terror
Fatal Frame: Maiden of Black Water (2021). Créditos: Koei Tecmo e Nintendo.

Se você acha que tirar fotos é só para influenciadores no Instagram, pense de novo. Em Fatal Frame: Maiden of Black Water, sua câmera é sua única arma contra espíritos rancorosos de um monte amaldiçoado. Remasterizado para o Switch de sua versão original para o Nintendo Wii U, esse clássico da Koei Tecmo e do terror japonês mistura narrativa sobrenatural, tensão crescente e fantasmas que parecem saídos diretamente de O Grito (2004). Afinal, eles são uma espécie de Onryo, espíritos carregados de rancor. A câmera Obscura serve como escudo e espada espiritual, mas os controles têm toda a fluidez de um faxineiro com sabão nos pés. Ainda assim, o clima é envolvente, cheio de névoa e memórias macabras. O jogo é ideal para quem curte o horror japonês e aquela sensação de estar sendo observado. Uma dica: jogue com as vozes em japonês. Tudo fica ainda mais assustador.

#2. Outlast (2018) – Corra ou vire picadinho no manicômio.

Outlast Jogo Lista Switch
Outlast (2018). Créditos: Red Barrels.

Saindo do Monte Hikami, é a vez das terras esquecidas do Colorado. Se você nunca gritou “CORREEE!” sozinho no escuro, parabéns. É sinal de que sua alma está intacta. Em Outlast, você é um repórter metido a destemido que invade um manicômio do Monte Massive. E claro, tudo dá errado no jogo da Red Barrels. Sem armas, só com uma câmera de visão noturna e o fôlego de um fumante, sua missão é correr. E correr desenfreadamente, além de se esconder e evitar virar picadinho. Com uma ambientação imersiva e inimigos dignos de filme da Netflix, com a categoria proibido para cardíacos. Outlast aposta no psicológico com pitadas bem drásticas de gore. O Switch roda tudo bem, mas com gráficos levemente lavados. Ainda assim, continua assustador o suficiente para você não querer jogar com fones de ouvido. Acredite, é uma sensação bem peculiar jogar dessa forma.

#3. Layers of Fear: Legacy (2018) – Uma mansão que mexe com sua cabeça.

Layers of Fear Legacy
Layers of Fear Legacy (2018). Créditos: Bloober Team.

Mudando a imersão de Outlast ao estilo American Horror Story: Asylum (2012-2013). Agora, imagine se existisse um episódio de Black Mirror pintado por Van Gogh após um surto psicótico ainda maior que o da Noite Estrelada. Layers of Fear: Legacy é isso. O jogo é um passeio por uma mansão viva, onde o terror não grita, mas sussurra no canto de sua orelha. Aqui, você controla um pintor enlouquecido tentando concluir sua obra-prima, enquanto o cenário muda, distorce e desafia a lógica como se tivesse sido dirigido por David Lynch. A Bloober Team entrega um terror psicológico de primeira, que troca monstros por metáforas e sustos por simbolismo. Então, não espere por uma ação frenética. Esse terror é como aquele visto em A Órfã (2009) ou Corra! (2017). O visual, a ambientação e toda a parte gráfica de Layers of Fear é simplesmente impecável no Switch.

#4. Darkwood (2019) – A floresta em que nem a fogueira salva no Switch.

Darkwood Jogo Terror
Darkwood (2019). Créditos: Acid Wizard Studio.

Às vezes, as pinturas de Layers of Fear são menos assustadoras do que uma floresta. Se Don’t Starve (2013) tivesse sido possuído por um espírito maligno e também assistisse A Bruxa (2015) uma dez vezes, o resultado seria Darkwood. Desenvolvido pelo estúdio polonês Acid Wizard, esse survival horror top-down joga você em uma floresta maldita. Não é Aokigahara, no Japão. Mas a sua certeza ali é que o pior está por vir. Sem jumpscares baratos, o jogo constrói o medo com tensão, paranoia e noites que duram o suficiente para você se arrepender de ter uma fogueira acesa. A perspectiva aérea engana. A sensação de vulnerabilidade é constante, e a trilha sonora parece composta por um coral de espíritos aflitos. É um terror com pitadas de exploração que beira aquela dúvida clássica: será que vale sair do abrigo agora? Spoiler! A resposta normalmente é não.

#5. Darker Skies (2021) – Alienígenas que não vem em paz.

Darker Skies
Darker Skies (2021). Créditos: Steel Arts Software.

Se você ainda acha que alienígenas são só os cinzas cabeçudos de Arquivo X (1993-2018), Darker Skies vai te fazer repensar isso. Com uma dose de medo e sabendo que a verdade está lá fora. O jogo apresenta uma proposta de sobrevivência em uma cidade invadida por seres extraterrestres, e mesmo com limitações técnicas visíveis entrega bons momentos de tensão, sustos e atmosfera de filme B. É como se A Guerra dos Mundos, o romance de H.G Wells fosse transplantado para as telas do Switch. A plataforma da Nintendo inclusive aguenta bem o jogo, com quedas ocasionais de desempenho, mas nada que comprometa a experiência ao estilo Sinais (2002), dirigido por um primo do M. Night Shyamalan. É mais suspense do que horror escrachado, mas vale o passeio. Mesmo que seja só para correr em círculos gritando que os alienígenas vêm em paz nessa criação da Steel Arts Software.

#Bônus Infernal. Blasphemous (2019) – Pecado, sangue e trauma católico.

Blasphemous
Blasphemous (2021). Créditos: The Game Kitchen.

Tecnicamente um metroidvania, mas espiritualmente um jogo de terror teológico bem longe da invasão alienígena de Darker Skies. Mas ainda assim é um jogo assustador da The Game Kitchen. Blasphemous é a mistura do imaginário católico espanhol com o sadismo gráfico de Hellraiser: Renascido do Inferno (1987). Aqui você controla o Penitente, um cavaleiro amaldiçoado que desfere espadadas penitenciais num mundo feito de culpa, carne e sangue. A arte 2D pixelada é uma das mais belas do Switch. Os chefes parecem ter sido desenhados por um ex-frei gótico com trauma de catequese e participante da Inquisição Espanhola. A trilha sonora beira entre o sacro e o profano, e a dificuldade é digna de Dark Souls: Remastered (2018). Mas, acredite, tem ainda menos misericórdia. Blasphemous não tem jumpscares. Porém, tem agonia, pecado e muito flagelo – um prato cheio para quem gosta de sofrer bonito.

Se dormir, o Joy-Con do Switch te pega, assim como o Freddy Krueger.

Blasphemous (2021). Créditos: The Game Kitchen.
Blasphemous (2021). Créditos: The Game Kitchen.

No fim das contas, o Nintendo Switch se prova uma plataforma onde o terror não apenas sobrevive. Ele se diverte ao te fazer sofrer. A seleção que você viu aqui vai muito além de zumbis ou sangue por litro. Ela explora o medo psicológico, o grotesco artístico, o sobrenatural oriental e até o pânico existencial de enfrentar um alienígena com uma lanterna fraca. E se você ficou com medo de jogar à noite, tudo bem. A gente também. Mas isso é parte da graça. No mundo dos jogos, sentir medo é uma experiência estética, quase catártica – ou uma desculpa para acender a luz do quarto. Lembre-se: se Blasphemous não te assustar, pelo menos vai te deixar com trauma religioso o suficiente para não pisar numa igreja por uns tempos. E então, quais desses jogos você teria coragem de jogar? Comente aqui o seu jogo favorito.

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Source: Vítor Hugo Guariento
Via: Guariento Portal
Vitor Guariento

Vitor Guariento

Morador de Japeri – RJ (Baixada Fluminense para os mais íntimos). Bacharel em Ciências Econômicas pela UFRRJ e Pós Graduando em Defesa Nacional pelo IMES. Outrora Agente Administrativo, agora Auditor Federal. Campeão da Região de Johto e Herói de Hyrule. Fundador do Guariento Portal, site destinado a curiosidades e críticas de filmes e jogos em geral.

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