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[Jogos] Darkest Dungeon II: desafios onde sobreviver é uma vitória

Inspirados pelo horror cósmico e por mundos hostis, esses jogos transformam sobrevivência e decisões morais em experiências inesquecíveis.

Vitor Guariento por Vitor Guariento
março 9, 2026
em Curiosidades, Games, Lista, Multiplataforma
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Darkest Dungeon (2021). Créditos: Red Hook Studios.

Darkest Dungeon (2021). Créditos: Red Hook Studios.

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Quando a dificuldade vira parte da diversão.

Alguns jogos são populares desde o início. Lembre-se do surto coletivo que foi o mundo depois do lançamento de Minecraft, em 2014. Da mesma forma, outros jogos ganham apoio popular, ou de parte dele, como é o caso de Darkest Dungeon II, desenvolvido pelos canadenses da Red Hook Studios, em 2023. Na verdade, Darkest Dungeon II ajudou a consolidar uma tendência nos jogos. A dificuldade brutal é um dos focos.

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Embora ofereça poder crescente, esses títulos colocam o jogador em mundos hostis, onde os erros podem destruir horas de progresso. Esse tipo de design cria narrativas memoráveis, transformando o jogo em algo maior. Para muitos, a sensação de superar desafios extremos é uma catarse. Afinal, quando a vitória finalmente chega após muitas derrotas, ela é bem mais celebrada.

Horror Cósmico: a influência de Lovecraft nos jogos brutais.

Entretanto, o que poucos sabem é que existe uma influência nesse estilo de design. Muitos desses jogos usam do horror cósmico, popularizado por H. P. Lovecraft, no qual o universo é indiferente ou até hostil à existência humana. Em vez do heroísmo clássico de Dragon Quest VII Reimagined, de 2026, ou de The Legend of Zelda: Breath of the Wild, de 2017, temos personagens comuns que enfrentam forças que são difíceis de compreender e de enorme poder.

Essa filosofia aparece de forma clara em Darkest Dungeon II, onde a sanidade dos heróis é tão frágil quanto seus corpos. Outros jogos adotam algo próximo, mas os monstros lovecraftianos são trocados por guerras ou pelo colapso social. O resultado de tudo isso é um conjunto de experiências singulares. Afinal, elas exploram o desespero e a moralidade em ambientes de pura opressão.

Frostpunk: sobrevivência e decisões impossíveis no gelo.

Frostpunk (2018). Créditos: 11 bit Studios.
Frostpunk (2018). Créditos: 11 bit Studios.

Desenvolvido pelos poloneses da 11 bit studios, Frostpunk marcou seu nome em 2018. Não por menos, é um dos jogos de estratégia e sobrevivência mais opressivos da última década. Ambientado em uma realidade alternativa do século XIX, o título coloca o jogador no comando de uma das últimas cidades da Terra. O mundo congelou, então a vida só existe em áreas próximas a um gerador de calor.

Nesse mundo congelante, os recursos são poucos. Cada decisão determina a sobrevivência ou o colapso. Diferente de jogos de construção tradicionais, como Sim City, de 2013, e Cities Skylines, de 2015, Frostpunk possui uma carga dramática. Por exemplo, permitir o trabalho infantil pode salvar as finanças, mas tal decisão é, pela moral, questionável. Essa combinação de estratégia, narrativa e pressão é o que torna Frostpunk uma experiência poderosa.

Quando administrar uma cidade se torna um drama moral.

A dificuldade de Frostpunk não está apenas na escassez de recursos. Ela se encontra na forma como o jogo transforma administração em drama humano. Seus cidadãos adoecem e protestam contra suas ordens. Como líder da cidade, o jogador precisa equilibrar a economia com a estabilidade social. E isso leva a sacrifícios morais em prol da sobrevivência. Esse tipo de pressão leva a momentos de forte emoção, algo surpreendente em um jogo de construção de cidades.

Uma campanha completa pode durar entre 12 e 20 horas, dependendo das decisões tomadas. Mas o verdadeiro valor é observar os caminhos possíveis mais de uma vez. Assim como em Darkest Dungeon II, o jogo reforça a ideia de que sobrevivência raramente é heroica. Muitas vezes, ela exige escolhas desconfortáveis para a cidade e para a consciência do jogador. A moral aqui é deixada para trás.

XCOM 2: estratégia brutal em uma Terra dominada por alienígenas.

XCOM 2 (2016). Créditos: Firaxis Games.
XCOM 2 (2016). Créditos: Firaxis Games.

Entre os jogos de estratégia em turno modernos, poucos são tão implacáveis quanto XCOM 2, de 2016. A obra foi feita pela Firaxis Games, o mesmo estúido de Civilization VI, também de 2016. XCOM 2 parte de um cenário sombrio: a humanidade perdeu a guerra contra os alienígenas. Por isso, o jogador lidera uma resistência clandestina que busca recuperar a Terra. O jogo combina o combate tático com gerenciamento estratégico, algo que não é fácil.

Cada missão exige o uso inteligente de seus soldados. A dificuldade surge porque personagens podem morrer para sempre. É a chamada morte permanente. Isso transforma erros pequenos em grandes perdas. Uma campanha completa costuma durar entre 25 e 40 horas. Essa duração, bem extensa, aumenta o peso emocional das decisões do jogador. Cada soldado que sobrevive representa horas de progressão. E quando ele se esvai, seu investimento também se esvai.

A probabilidade é cruel e a derrota memorável.

O sistema de combate de XCOM 2 é famoso por criar tensão extrema por probabilidades. Mesmo ataques com 90% de chance de acerto podem falhar. E isso é capaz de gerar momentos dramáticos que podem decidir o destino de uma missão inteira. É comum que os jogadores se apeguem aos seus soldados. Talvez pela personalização da aparência, ou então pela evolução dentro da guerra contra os aliens.

Quando um veterano morre em batalha, o impacto emocional é real. XCOM 2 usa esse sistema de probabilidade como um alerta. Ao mesmo tempo que a atmosfera do jogo é opressora, ele destaca que algo sempre pode dar errado. Em outras palavras, ele assimila algo visto em Darkest Dungeon II. Ou seja, o planejamento nem sempre garante vitória. Na verdade, algumas derrotas se tornam inevitáveis para o crescimento do jogador e da partida.

Battle Brothers: a vida brutal dos mercenários medievais.

Battle Brothers (2017). Créditos: Overhype Studios.
Battle Brothers (2017). Créditos: Overhype Studios.

Saindo da estratégia para o RPG, vem o nome de Battle Brothers, de 2017. Vindo da mente da alemã Overhype Studios, o jogo oferece uma das representações mais brutais da vida mercenária medieval nos videogames. O jogador lidera uma companhia de guerreiros. Seu objetivo é cumprir missões em um mundo aberto cheio de bandidos, monstros e conflitos políticos. Essa era a natureza da Idade Média.

O sistema de combate é em turnos e com o mapa hexagonal, algo que lembra o mundo de Fire Emblem Engage, de 2023. A dificuldade surge ao notar que os soldados são extremamente vulneráveis. Ferimentos, amputações e mortes inesperadas são comuns no decorrer da partida. Uma campanha pode durar facilmente entre 40 e 60 horas, dependendo do tamanho da companhia e das ambições do jogador.

Derrotas que criam histórias difíceis de esquecer.

Com essa duração, cada mercenário tem sua própria história forjada no calor da batalha. O charme de Battle Brothers está na forma como ele transforma fracassos em histórias memoráveis. Personagens possuem as mais diversas origens dentro do jogo. Eles podem ser camponeses, nobres arruinados ou criminosos que fugiram da prisão. Ao longo da campanha, esses indivíduos evoluem e passam a contar mais de sua história.

Porém, o jogo nunca permite que o jogador se sinta completamente seguro. Um encontro inesperado com inimigos mais fortes pode destruir metade da companhia em minutos. Cada vitória vem com grande esforço. Ao mesmo tempo que cada derrota deixa marcas profundas na campanha. Assim como em Darkest Dungeon II, Battle Brothers mostra que a sobrevivência em um mundo cruel exige adaptação. Em outras palavras, é necessário aceitar que perdas são inevitáveis.

This War of Mine: a guerra vista pelos civis.

This War of Mine (2014). Créditos: 11 bit Studios.
This War of Mine (2014). Créditos: 11 bit Studios.

Inspirado em conflitos reais, como a Guerra da Bósnia, de 1992, This War of Mine oferece uma perspectiva rara nos videogames: a guerra vista pelo lado dos civis, e não como em Call of Duty: Black Ops 6, de 2024. Desenvolvido pela 11 bit studios, os mesmos de Frostpunk, o jogo coloca o jogador no controle de um pequeno grupo de sobreviventes em uma guerra.

Durante o dia, é necessário administrar recursos. E não somente isso, mas também é necessário construir melhorias no abrigo e cuidar da saúde física e mental dos personagens. À noite, um dos sobreviventes sai para explorar. A cidade é perigosa, mas é preciso comida, remédios e materiais. Cada campanha costuma durar entre 8 e 15 horas, dependendo das escolhas feitas e da dificuldade.

Sobrevivência, culpa e escolhas que moldam.

A atmosfera sombria e o estilo minimalista na direção de arte reforçam o clima de desesperança constante causado pela guerra. Assim, o grande diferencial de This War of Mine está nas decisões morais que o jogo apresenta. Sobrevivência muitas vezes exige que se tome ações imorais. É o caso de roubar os suprimentos de pessoas mais vulneráveis ou abandonar aliados feridos para salvar o grupo. Essas escolhas impactam o estado psicológico dos personagens, como levar a um estado de depressão ou até abandonar o abrigo caso sintam culpa excessiva.

O título explora temas raros nesse tipo de mídia. O jogo é um estudo jogável dos dilemas éticos durante conflitos armados e dos traumas que causam aos civis. Assim como Darkest Dungeon II, This War of Mine demonstra que a sobrevivência em ambientes hostis não é apenas habilidade estratégica. Ela também exige lidar com consequências profundas. São decisões que permanecem na memória do jogador muito depois do fim da campanha.

Fear & Hunger: o RPG independente mais perturbador da década.

Fear & Hunger (2018). Créditos: Miro Haverinen.
Fear & Hunger (2018). Créditos: Miro Haverinen.

Existem jogos independentes que conseguiram entrar na lista dos mais perturbadores, como The Mortuary Assistant, de 2022, e Fear & Hunger, de 2018. Esse último ganhou sua notoriedade pelo nível de dificuldade que possui. O RPG foi criado pelo desenvolvedor finlandês Miro Haverinen. É um trabalho único que torna sua ambição ainda mais impressionante. Um destaque do mercado indie de jogos.

Em uma masmorra grotesca, o jogo mistura exploração e horror psicológico. O sistema de combate é um dos mais brutais e imprevisíveis, afinal, nenhum personagem está a salvo de mutilações ou da morte. Uma campanha pode durar entre 8 e 20 horas, dependendo das escolhas feitas e da rota narrativa explorada. A estética píxel art, que remete a clássicos como Stardew Valley, de 2016, combinada com temas sombrios e perturbadores, cria sua própria atmosfera.

Um mundo hostil onde a sobrevivência é incerta.

Fear & Hunger é bem peculiar porque leva a ideia de design do Darkest Dungeon II ao extremo. Isso já começou com o primeiro jogo, lançado em 2016. O mundo desse jogo é muito hostil, imprevisível e, muitas vezes, trata o jogador de forma cruel. As armadilhas mortais e os inimigos transformam momentos que poderiam ser tranquilos em verdadeiros desastres. Ao mesmo tempo, essa imprevisibilidade cria uma sensação de tensão e desconforto.

Quando você consegue avançar um pouco dentro da masmorra, é como se tivesse conquistado uma grande vitória. O jogo não tenta agradar a todos. No entanto, para aqueles que se dispõem a enfrentá-lo, pode ser uma experiência incrível. Cheia de desafios intensos e extremos. Assim como em histórias de horror cósmico, a sensação que fica é a de estar enfrentando forças muito maiores do que qualquer herói sozinho poderia superar. E, no fim, é exatamente essa a ideia.

Por que os jogos tão difíceis continuam a fascinar os jogadores?

Jogos difíceis sempre fizeram parte da história dos videogames. E isso desde os primeiros consoles. No entanto, jogos como Darkest Dungeon II, Frostpunk e XCOM 2 mostram que a dificuldade pode ser mais do que apenas um obstáculo. Ela pode se tornar uma ferramenta para contar histórias fortes. Ao colocar o jogador em situações difíceis, com perdas inevitáveis e mundos hostis, esses jogos criam experiências intensas que ficam na memória por muito tempo.

Cada um desses jogos mostra que o sofrimento estratégico pode ser profundo, mas também pode ser muito envolvente. Assim, queremos saber o que você acha. Qual é o jogo mais difícil que marcou sua experiência como jogador? Ele está nesta lista ou acha que merecia estar? Compartilhe conosco nos comentários e envie este artigo para outros fãs de desafios extremos. O Guariento Portal quer saber a sua opinião!

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Source: Vítor Hugo Guariento
Via: Guariento Portal
Tags: Battle BrothersDarkest Dungeon IIFear & HungerFrostpunkGamesListaMultiplaformaThis War of MineXCOM 2
Vitor Guariento

Vitor Guariento

Morador de Japeri – RJ (Baixada Fluminense para os mais íntimos). Bacharel em Ciências Econômicas pela UFRRJ e Pós Graduando em Defesa Nacional pelo IMES. Outrora Agente Administrativo, agora Auditor Federal. Campeão da Região de Johto e Herói de Hyrule. Fundador do Guariento Portal, site destinado a curiosidades e críticas de filmes e jogos em geral.

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