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[Lista] 10 Jogos que Mergulham na Mitologia Japonesa

De Ōkami a Sekiro, descubra 10 jogos incríveis que exploram a mitologia japonesa com yokais e rituais - e um bônus para os fãs de animê!

Vitor Guariento por Vitor Guariento
julho 7, 2025
em Dicas, Games, Lista, Mitologia
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Okami HD (2012). Créditos: Capcom.

Okami HD (2012). Créditos: Capcom.

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A mitologia japonesa encontra um terreno fértil dentro dos jogos.

A mitologia japonesa é um prato cheio de lendas com monstros, deuses, maldições e um quê de poesia melancólica. Mas, diferente das aulas de história, os jogos não entregam isso em slides. Na verdade, eles colocam o jogador no meio do ritual, da espada e do grito espiritual. Nesta lista, separamos 10 jogos que exploram profundamente o folclore e a espiritualidade japonesa. Você verá yokais, entidades xintoístas, submundos e lugares assombrados que desbancam o Túnel Kiyotaki e a Floresta de Aokigahara. E, como bônus, incluímos um jogo que virou febre entre os otakus caçadores de demônios. Prepare-se para enfrentar fantasmas com uma câmera na mão, conversar com a deusa do sol e lutar contra centopeias gigantes. Porque nesse Japão, a mitologia nunca dorme. Às vezes, ela tem oito braços e adora um duelo.

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#1 – Ōkami HD (2012), a fábula de Amaterasu em forma de jogo.

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Okami HD (2012). Créditos: Capcom.

Desenvolvido pela Clover Studio, antigo estúdio da Capcom, Ōkami é uma obra de arte jogável. Ele mistura o estilo de The Legend of Zelda, da Nintendo, com a estética de uma pintura japonesa do período Edo (1603-1868). O jogador controla Amaterasu, a deusa do sol, em forma de loba branca, enquanto restaura o mundo usando um pincel celestial. Cada golpe é desenhado na tela com traços de tinta sumi-e, fazendo o jogo parecer ter sido feito à mão. A história se baseia em mitos reais, como a lenda de Orochi e Susanoo, e apresenta um Japão repleto de referências xintoístas. Ōkami, ainda mais em sua versão remasterizada, é uma experiência visual e mitológica inesquecível. Porém, seu ritmo lento pode cansar os mais impacientes. Mesmo assim, esse jogo é como visitar um museu, só que jogável.

#2 – Nioh (2017), ou o Dark Souls que encontra o folclore japonês.

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Nioh (2017). Créditos: Team Ninja e Koei Tecmo.

Criado pelo Team Ninja, responsável pela série Ninja Gaiden, Nioh é um RPG de ação brutal ambientado no Japão do século XVI. Mas aqui, além de samurais históricos como Tokugawa Ieyasu, temos yokais sedentos por sangue como Oni e Yuki-onna. É como se a História do Japão tomasse um energético demoníaco. O protagonista, William, um irlandês em terra nipônica, encara inimigos saídos diretamente do Konjaku Gazu Zoku Hyakki. Esse é clássico livro de criaturas sobrenaturais, fazendo às vezes do Pandemônio ocidental. A jogabilidade é muito desafiadora, exigindo reflexo e estratégia, com combates que testam até jogadores de soulslike, como Elden Ring (2022). Nioh guarda combates profundos e uma ambientação mitológica riquíssima, mas seus menus são um tanto caóticos. Mesmo assim, o jogo entrega uma verdadeira aula de mitologia – com muita porrada e sangue pelo caminho.

#3 – Kunitsu-Gami: Path of the Goddess (2024), ou o invocar dos deuses.

Kunitsu-Gami
Kunitsu-Gami: Path of Goddess (2024). Créditos: Capcom.

Dessa vez, desenvolvido diretamente pela Capcom, Kunitsu-Gami: Path of the Goddess é praticamente um ritual digital. Aqui, mitologia, dança ritualística e estratégia em tempo real se encontram. Ambientado na Montanha Kafuku, profanada pelo sobrenatural, o jogador guia Soh, um guerreiro cerimonial, enquanto protege a donzela Yoshiro, destinada a purificar o mundo. Os inimigos? São entidades grotescas do folclore japonês. A cada noite é necessário lutar para sobreviver a hordas de corrupção espiritual. O visual do jogo lembra o estilo ukiyo-e, um tipo de xilogravura japonês. Agora, seu diferencial está na mescla entre o estilo tower defense e a ação. Algo inusitado, mas cativante. Kunitsu-Gami tem uma estética única e atmosfera espiritual densa, mas pode ser estranho para quem espera um hack and slash tradicional. É como se Ōkami e Pikmin 4 (2023) tivessem um filho.

#4 – Fatal Frame: Maiden of Black Water (2014), ou flashes e fantasmas.

Fatal Frame Lista Jogos Switch Terror
Fatal Frame: Maiden of Black Water (2021). Créditos: Koei Tecmo e Nintendo.

Desenvolvido pela Koei Tecmo, Fatal Frame: Maiden of Black Water é o tipo de jogo que parece um filme de terror japonês. Aqui, a câmera fotográfica é sua única arma contra yureis, espíritos vingativos presos entre o mundo dos vivos e o além. Ambientado no Monte Hikami, um local amaldiçoado inspirado em crenças reais sobre suicídios rituais e purificações xintoístas, o jogo mergulha fundo na mitologia espiritual do Japão. As protagonistas enfrentam fantasmas enquanto tentam entender os rituais da donzela da água. O clima é sufocante, úmido e cheio de sussurros do além, ideal para se perder no ambiente. Fatal Frame consegue ter uma atmosfera densa e respeitar o terror folclórico. Seu problema maior é a jogabilidade, com seus controles travados. Ainda assim, é um clássico cult do terror místico que honra a tradição japonesa com sustos bem calculados.

#5 – GetsuFumaDen: Undying Moon (2022), ou o inferno ao estilo ukiyo-e.

GetsuFumaDen
GetsuFumaDen: Undying Moon (2022). Créditos: Konami.

Desenvolvido pela Konami, GetsuFumaDen: Undying Moons é a reimaginação de um clássico cult de 1987 que parece ter saído de um pergaminho xintoísta. Mesmo que depois de um ritual que deu muito errado. No controle de um guerreiro Getsu, você mergulha num Japão devastado por yokais grotescos inspirados em arte clássica e folclore real. De demônios oceânicos a centopeias gigantes de olhos flamejantes. O destaque visual fica por conta do estilo ukiyo-e em movimento, como se cada golpe cortasse um quadro pintado à mão. A estrutura roguelite mantém o desafio sempre fresco, com morte e renascimento em ciclo constante, ecoando o próprio conceito de reencarnação budista. GetsuFumaDen é detentor de uma atmosfera única e chefes memoráveis, mesmo sendo repetitivo. Se Katsushika Hokusai (1760-1849) tivesse criado Hades (2020), teria provavelmente saído algo assim. Só que com menos delicadeza.

#6 – Persona 4 Golden (2012), ou a psicologia e TV em sua melhor versão.

Persona 4 Golden
Persona 4 Golden (2012). Créditos: Atlus.

Fruto das mentes do pessoal da Atlus, Persona 4 Golden pode parecer só mais um JRPG colegial com casos de assassinato. Porém, debaixo dos uniformes há muita mitologia. As Personas são manifestações do inconsciente coletivo, mas com formas que incluem divindades como Izanagi, Amaterasu, Susanoo e outras figuras do xintoísmo e budismo japonês. O mundo paralelo acessado pela televisão remete ao Yomi, o mundo dos mortos. Além disso, cada chefe representa arquétipos de pecado, repressão ou medo. Todos esses são temas recorrentes na cosmologia oriental. Persona 4 Golden traz ainda novos eventos, finais alternativos e personagens inéditos, expandindo ainda mais a experiência original. Essa mistura de mitologia, psicologia e anime de qualidade se encontra em sua forma definitiva, mesmo que com algumas mecânicas datadas. Se Carl Jung (1875-1961) tivesse feito um jogo de yokais… seria Persona 4 Golden.

#7 – Toukiden: Kiwami (2015), ou monstros gigantes com alma folclórica.

Toukiden Kiwami
Toukiden Kiwami (2015). Créditos: Omega Force e Koei Tecmo.

Produzido pela Omega Force, estúdio da Koei Tecmo e responsável pelos musous da franquia Dynasty Warriors, Toukiden: Kiwami é basicamente um Monster Hunter: Wilds (2025) recheado de demônios do Japão. Em vez de dragões, aqui você enfrenta Onis inspirados em mitos reais. Essas criaturas absorvem almas em um cenário pós-apocalíptico cheio de energia espiritual. O jogador assume o papel de um Slayer, guerreiro especializado em banir entidades malignas. Ao seu lado, conta com os Mitama, as almas de heróis históricos e figuras mitológicas japonesas para ganhar habilidades. A variedade de armas e monstros é boa, e os combates são intensos. Toukiden: Kiwami é um trabalho de respeito à mitologia e à cultura xintoísta, mesmo que beba demais da fonte de Monster Hunter. Ainda assim, é uma boa pedida para quem quer matar demônios com estilo e sabedoria ancestral.

#8 – Ghostwire: Tokyo (2022) é o terror urbano com yokais em Tóquio.

Ghostwire Tokyo
Ghostwire: Tokyo (2022). Créditos: Tango Gameworks e Bethesda.

Criado pela Tango Gameworks, estúdio fundado por Shinji Mikami, a mente por trás de Resident Evil e The Evil Within (2014), Ghostwire: Tokyo é um FPS sobrenatural. Nele, a cidade de Tóquio é tomada por entidades do folclore japonês. Assim, o jogador não enfrenta zumbis ou alienígenas, mas sim yureis, onryos, kuchisake-onna, nopperabos e outros fantasmas urbanos saídos de lendas populares. A mitologia é reinterpretada em um contexto moderno, com templos xintoístas e rituais espirituais misturados a neon. O combate usa gestos místicos baseados no Kuji-in, sistema de selos usado por monges e ninjas. O visual é incrível e a ambientação urbana cheia de referências. Porém, o grande problema de Ghostwire: Tokyo são suas missões repetitivas. Mesmo assim, há um charme nos encontros com espíritos perdidos. Ele é um Fatal Frame com orçamento e wi-fi.

#9 – Trek to Yomi (2022), ou um filme de Kurosawa no inferno japonês.

Trek to Yomi
Trek to Yomi (2022). Créditos: Flying Wild Dog.

Feito pela Flying Wild Hog, Trek to Yomi é um tributo direto ao cinema samurai. Especialmente aos filmes de Akira Kurosawa (1910-1998), como o clássico Os Sete Samurais (1954). Porém, o diferencial do jogo está na jornada do protagonista Hiroki, que atravessa o Yomi, o submundo da mitologia japonesa. Esse é um local sombrio onde as almas dos mortos vagam eternamente. O jogo é em preto e branco, com câmeras fixas e cortes cinematográficos. Parece que você está jogando um clássico da década de 1950. O combate é simples e direto, focado em parry e timing. Então, é bom ser paciente. Trek to Yomi conta com um estilo visual impressionante e atmosfera única. Porém, sua duração é curta e pode atrapalhar. Ainda assim, é uma experiência espiritual e poética – quase um Limbo (2010) com katana e dilemas existenciais.

#10 – Sekiro: Shadows Die Twice (2019), a espiritualidade cortando maldições.

Sekiro-Jogos-Mitologia-Japonesa
Sekiro: Shadows Die Twice (2019). Créditos: From Software e Activision.

Indo para a mestre do estilo soulslike, a From Software criou Sekiro: Shadows Die Twice. O jogo mistura o Japão feudal com elementos do budismo esotérico, criaturas sobrenaturais e lendas de imortalidade amaldiçoadas. Você enfrenta inimigos que claramente têm um pé – ou quem sabe oito – no mundo dos yokais, como a Donzela Corrompida, a Centopeia Longa e o Dragão Divino, figura mitológica com traços shinto-budistas. A jornada é extremamente brutal, reflexiva e cheia de simbolismos sobre honra, morte e transcendência. O cenário é um templo vivo. De montanhas sagradas, passando por cavernas espirituais e vilarejos esquecidos pelo tempo. A jogabilidade de Sekiro é praticamente impecável e suas lutas memoráveis. A grande questão é sua curva de dificuldade, que pode provocar surtos místicos no jogador. Sekiro não é só sobre cortar cabeças, mas sim cortar o próprio karma.

Bônus – Kimetsu no Yaiba: The Hinokami Chronicles (2021), a respiração concentrada.

Hinokami Chronicles
Kimetsu no Yaiba: Hinokami Chronicles (2021). Créditos: CyberConnect2 e Sega.

Fechando com um bônus especial essa lista, temos um jogo desenvolvido pela CyberConnect2. The Hinokami Chronicles adapta o fenômeno Kimetsu no Yaiba ou Demon Slayer, um anime onde os demônios são versões estilizadas de Oni clássicos. A história de Tanjiro e Nezuko é cheia de referências à mitologia japonesa. Tem espadas sagradas, rituais de respiração mística e técnicas de combate que mais parecem mantras xintoístas. Os demônios têm fraquezas espirituais, como luz solar ou purificação. Este universo lembra um Xogunato assombrado. O jogo é visualmente fiel ao anime, com lutas emocionantes e cinematografia impecável. O problema de The Hinokami Chronicles é que ele não é tão profundo quanto os outros jogos, mas cumpre seu papel com estilo. Porém, como bônus, é perfeito. Ele serve de porta de entrada para otakus curiosos sobre yokais, com direito a porrada em demônios.

Aprender sobre a mitologia japonesa é bem divertido e poderoso nesses jogos.

Do Japão mítico ao Japão moderno, esses 10 jogos – e um bônus sobrenatural digno dos fãs otakus – mostram como a mitologia japonesa segue viva no controle do jogador. Seja enfrentando deuses, yokais ou espíritos com sede de vingança, os jogos transformam lendas milenares em narrativas imersivas e visuais inesquecíveis. Eles nos lembram de que as crenças antigas continuam pulsando nas telas. Seja com pinceladas de tinta que parecem uma poesia em forma de pintura. Ou então cantos cerimoniais, câmeras amaldiçoadas e espadas cheias de alma. E mais do que sustos, ação ou aventura, esses jogos entregam contexto, respeito cultural e aquele frio na espinha que só um bom ritual pode causar. Agora, diz aí. Vai de Sekiro com chá-verde ou prefere encarar GetsuFumaDen com os olhos vendados? Comenta aí qual o seu preferido!

  • Para os amantes e detentores de um ótimo PC, essa lista é o verdadeiro Nirvana. Afinal, todos os jogos estão disponíveis através da Steam. Na família da Microsoft, contando a linha Xbox, com exceção de Toukiden Kiwami, todos os jogos estão disponíveis. Seja em suas plataformas tradicionais ou pela retrocompatibilidade do Xbox Series S/X. Os jogadores da Sony devem observar as questões de retrocompatibilidade entre PlayStation 4 e PlayStation 5. Porém, se nada abalar essa relação, também será possível jogar todos esses jogos. Por fim, o Nintendo Switch já se torna uma plataforma mais complicada. Nioh, Toukiden Kiwami, Sekiro: Shadows Die Twice e Ghostwire: Tokyo não foram lançados na plataforma. Já Kunitsu-Gami: Path of the Goddess só foi lançado em seu sucessor, o Switch 2, como parte de sua linha de estreia.

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Source: Vitor Hugo Guariento
Via: Vitor Hugo Guariento
Vitor Guariento

Vitor Guariento

Morador de Japeri – RJ (Baixada Fluminense para os mais íntimos). Bacharel em Ciências Econômicas pela UFRRJ e Pós Graduando em Defesa Nacional pelo IMES. Outrora Agente Administrativo, agora Auditor Federal. Campeão da Região de Johto e Herói de Hyrule. Fundador do Guariento Portal, site destinado a curiosidades e críticas de filmes e jogos em geral.

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